
Nada mais gratificante para um autor do que ter seu texto dirigido por um grande diretor. Já tive esta sorte com Inês Peixoto, Carlos Gradim, Freddy Mozart e Anselmo Vasconcelos. Existe em Belo Horizonte, ou melhor, no mundo, um cara sensacional chamado kalluh Araújo. Além de premiado, consagrado, requisitado e elogiado, ele fez parte da minha formação enquanto profissional, afinal, nunca deixei de assistir nada do cara... Entre suas obras, destacam, Dorotéia, Dona Flor e seus Dois Maridos, Os Dragões não conhecem o Paraíso, Decameron, Fantasmas Monstros e Assombrações, Anatmoia Humana, Perdoa-me por me traíres, Sambalele, Alzira Power, entre outras. Ontem, recebi o telefonema mágico. Aquelas coincidências da vida. Amauri Reis, meu ator preferido, estava aqui em casa e havíamos acabado de falar do Kalluh, quando o seu celular tocou. Era o próprio, e o melhor, procurando por mim. Queria saber os números dos meus contatos. Foi muito engraçado, Amauri me passou o telefone na hora e conversamos rápido, por um minuto. Tempo suficiente para que o meu coração disparasse e viesse a notícia boa. Ele começou os ensaios referentes ao meu drama cômico chamado 2 DE NOVEMBRO. A escalação eu vou deixar um tempo no suspense, mas posso garantir que é de qualidade, como tudo que ele faz. Hoje, 16 horas, terei reunião com ele, o produtor e elenco. Eles querem saber alguns detalhes da dramaturgia e eu darei uma mini-palestra para eles. Minha expectativa de uma excelente montagem começou naquele instante, porque tudo que Kalluh toca vira ouro. Sua sensibilidade, seu jeito, seu cuidado, seu carisma e toda sua genialidade impera nos seus compromissos. É um sonho realizado e eu não teria como não gritar para o mundo. Viva Dionísio e merda prá todos nós!

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