Como esta é a primeira postagem no meu primeiro blog, nada melhor que começar com uma crônica que escrevi falando da primeira vez... ela se chama QUANDO DEIXEI DE SER CRIANÇA, já foi publicada em outro veículo, mas, por ser de minha autoria e celebrar o famoso "cabaço", vou começar por ela...
Na próxima oportunidade quero falar sobre o por quê de criar este blog e tê-lo como prática nesta tumultuada vida de escritor, dramaturgo, diretor e produtor de teatro.
Lá vai...
Na próxima oportunidade quero falar sobre o por quê de criar este blog e tê-lo como prática nesta tumultuada vida de escritor, dramaturgo, diretor e produtor de teatro.
Lá vai...
QUANDO DEIXEI DE SER CRIANÇA
DEIXEI DE SER CRIANÇA
Era domingo. Deixei de ser criança quando transei pela primeira vez. Na segunda, cheguei no colégio com um ar superior. Guardava um segredo no olhar. Olhava para os meus colegas virgens e me senti superior a todos eles. Eu havia aprendido, na prática, o que era excitação, sarro, penetração e orgasmo. Pensei, não mais precisaria de meus vôos solos na hora do banho. A partir daquele momento, eu só teria prazer com outra pessoa. Tentei pensar e agir como um adulto. Queria trabalhar, comprar um carro, sair de casa, comprar aliança de noivado e anunciar para toda a família que assumiria todas as minhas responsabilidades. Não consegui manter por muito tempo este desejo. Na hora do almoço, ainda assistia ao He-man. Quando a Xuxa ia embora na nave, eu continuava acreditando que ela realmente voava. Queria ir ao cinema para assistir o filme do Batman. Anotei no diário todos os segredos daquela descoberta. Sim, eu, homem, tinha um diário, outro segredo que escondia dos meus colegas.
Até chegar o dia da segunda vez que transaria, voltei para a minha alegre vida de criança. Dei aula para os meus alunos imaginários. Brinquei com os vizinhos da minha idade, na rua. Aprendi uma nova coreografia de lambada, sem encostar demais na colega. A gente não tinha idade. Eu só tinha experiência. Mas, não iria contar para ela.
Domingo foi a última vez que eu transei. Voltei a ser criança novamente. Queria trabalhar, comprar um carro, sair de casa, comprar aliança de noivado e anunciar para toda a família que assumiria todas as minhas responsabilidades...
Era domingo. Deixei de ser criança quando transei pela primeira vez. Na segunda, cheguei no colégio com um ar superior. Guardava um segredo no olhar. Olhava para os meus colegas virgens e me senti superior a todos eles. Eu havia aprendido, na prática, o que era excitação, sarro, penetração e orgasmo. Pensei, não mais precisaria de meus vôos solos na hora do banho. A partir daquele momento, eu só teria prazer com outra pessoa. Tentei pensar e agir como um adulto. Queria trabalhar, comprar um carro, sair de casa, comprar aliança de noivado e anunciar para toda a família que assumiria todas as minhas responsabilidades. Não consegui manter por muito tempo este desejo. Na hora do almoço, ainda assistia ao He-man. Quando a Xuxa ia embora na nave, eu continuava acreditando que ela realmente voava. Queria ir ao cinema para assistir o filme do Batman. Anotei no diário todos os segredos daquela descoberta. Sim, eu, homem, tinha um diário, outro segredo que escondia dos meus colegas.
Até chegar o dia da segunda vez que transaria, voltei para a minha alegre vida de criança. Dei aula para os meus alunos imaginários. Brinquei com os vizinhos da minha idade, na rua. Aprendi uma nova coreografia de lambada, sem encostar demais na colega. A gente não tinha idade. Eu só tinha experiência. Mas, não iria contar para ela.
Domingo foi a última vez que eu transei. Voltei a ser criança novamente. Queria trabalhar, comprar um carro, sair de casa, comprar aliança de noivado e anunciar para toda a família que assumiria todas as minhas responsabilidades...

Um comentário:
Queridíssimo, que delicia saber que vc tambem tem seu blog! Isso é tão viciante, como disse a Cynthia, uma verdadeira cachaça! Virei sempre visita-lo! Esta semana verei (ENFIM!) as Barbeiras, tenha certeza disso. E parabens pela montagem de seu novo texto via Kalluh. Vc merece! Lovo-lhe prácrái! Zilhões de beijos muuuuito saudosos!
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